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Por Juliana Batista
Segundo o Yahoo Respostas – na verdade queríamos citar o Houaiss, mas nossa veia web fala mais forte - a definição mais adequada para provedor é: “Existem 2 tipos de provedores. Os provedores de acesso e os provedores de serviço.
Os provedores de acesso são os intermediários entre os usuários e os serviços disponíveis na Internet.
Eles oferecem diversos planos de serviços aos usuários como tipo de assinatura (acesso mensal, por horas, ilimitados, etc.), velocidade e contas de e-mail. E existe também os provedores gratuitos que para os usuários se conectarem à Internet.
Os provedores de serviço, também conhecidos com provedores de conteúdo ou portais, são empresas que possuem linha privada, porém, não possuem usuários conectados a eles.
Esses provedores disponibilizam diversos serviços como salas de bate-papo, jogos on-line, e-mail e música.
Alguns provedores de acesso também são provedores de serviço como a AOL, UOL, TERRA e outros mais.”
Eis que hoje fomos desprovidos pelo provedor. É comum acontecer, mas uma vez que acontece com uma certa freqüência e/ou acontece bem naquele momento inoportuno, você passa a questionar a proporção do problema. Sem falar quando você vai tentar resolver, fica pendurado no telefone e descobre que é melhor jogar uma rodada de imagem em ação, porque “estaremos verificando o que poderemos fazer, mas neste momento não temos previsão de volta”, ou seja, gerundiamente ineficaz se estressar, uma hora resolve, que tem pressa?
Procurando por “problema speedy” no Google nos deparamos com aproximadamente 473.000 resultados.
Procurando por “problema internet NET” o número de resultados é 7.830.000.
Chegando à esses números, a questão que não quer calar é: de quem é o problema? É nosso que na nossa mania brasileira de reclamar, mas só um pouquinho, provemos uma não conscientização por parte dos provedores em tentar melhorar a qualidade de seus serviços?
Termino por aqui, postando de casa, após tudo ser resolvido naquele “gerúndio time mode” – tive que correr para casa para correr contra o tempo. Estava desprovida de internet e essa parte agora já foi duplamente resolvida. Mas agora estou desprovida de respostas…
Quando dois funcionários da Domino’s Pizza filmaram um vídeo humorístico na cozinha de um restaurante da empresa, decidiram veiculá-lo na internet. Poucos dias depois, graças ao poder da mídia social, terminaram enfrentando acusações criminais e causaram uma crise de relações públicas para uma grande empresa, depois que seu vídeo foi assistido por mais de um milhão de espectadores enojados.
No vídeo postado no YouTube e outros sites, esta semana, um funcionário da Domino’s em Conover, Carolina do Norte, estava preparando sanduíches para entrega; ele punha no nariz o queijo que seria usado no sanduíche, passava muco nasal nos sanduíches e praticava diversas outras violações dos códigos sanitários, tudo isso acompanhado pela narrativa de uma colega.
Pela tarde de quarta-feira, o vídeo já havia sido assistido cerca de um milhão de vezes do YouTube. Havia referências a ele em cinco dos 12 resultados de busca por “Dominos” no Google, e discussões sobre a Domino’s eram tema quente no Twitter.
Como a Domino’s está se vendo forçada a perceber, a mídia social tem alcance e velocidade suficientes para transformar o menor incidente em uma crise de marketing. Em novembro, a Motrin postou um anúncio no qual sugeria que era moda carregar bebês em tipóias; mães insatisfeitas começaram a postar reclamações no Twitter e os blogs logo seguiram seu exemplo; em poucos dias, a Motrin havia retirado o anúncio de circulação e pedido desculpas.
Na segunda-feira, a Amazon.com se desculpou por um erro “grosseiro”, depois que membros do Twitter se queixaram de que os rankings de vendas de livros homossexuais pareciam ter desaparecido - e, porque a Amazon demorou mais de um dia a responder, o mundo da mídia social também a criticou por sua falta de agilidade na comunicação.
De acordo com a Domino’s, os funcionários informaram a executivos da empresa que os sanduíches maculados não haviam sido entregues. Ainda assim, a empresa os demitiu na terça-feira, e os dois foram detidos pela polícia de Conover na noite de quarta, para possíveis acusações criminais pela distribuição de alimentos estragados. Mas a crise não acabou aí, para a Domino’s.
“Fomos apanhados de surpresa por dois idiotas equipados com uma câmera de vídeo e uma idéia cretina”, disse Tim McIntyre, porta-voz da empresa, que acrescentou que a companhia estava preparando um processo civil contra os ex-funcionários. “Até mesmo pessoas que nos acompanham há 10, 15 ou 20 anos como clientes leais da Domino’s estão duvidando da empresa, e isso não é justo”.
A reputação da companhia foi danificada, em apenas alguns poucos dias. A percepção da qualidade de seus produtos entre os consumidores deixou de ser positiva e é negativa desde a segunda-feira, de acordo com o grupo de pesquisa YouGov, que realiza pesquisas online diárias sobre centenas de marcas, com uma amostra de mil consumidores.
“O vídeo é explícito o bastante, e criou confusão bastante, para que as pessoas fiquem em dúvida”, disse Ted Marzilli, diretor do BrandIndex da YouGov.
A experiência da Domino’s “é um pesadelo”, diz Paul Gallagher, diretor executivo e de controle de crises na Burston-Marsteller, uma empresa de relações públicas. “É a situação mais difícil que uma empresa pode enfrentar em termos de crise digital”.
McIntyre foi alertado quanto aos vídeos na noite de segunda-feira, por um blogueiro que os havia assistido. No mais popular deles, uma mulher que se identifica como Kristy filma um colega, Michael, preparando os sanduíches insalubres.
“Em cerca de cinco minutos eles serão passados ao setor de entregas, e alguém vai comer esses sanduíches, sim, comê-los - sem saber que o queijo esteve no nariz dele e que o salame terminou misturado com um gás letal”, diz Kristy. “É assim que trabalhamos aqui na Domino’s”.
Na segunda-feira, os comentários no site consumerist.com usaram pistas encontrados no vídeo para identificar a unidade envolvida, em Conover, e informaram McIntyre a respeito. Na terça, o dono da franquia demitiu os dois funcionários, identificados pela Domino’s como Kristy Hammonds, 31 e Michael Setzer, 32. A franquia convocou o departamento local de saúde, que aconselhou os administradores a jogar fora todas as embalagens abertas de comida, a um custo de centenas de dólares, segundo McIntyre.
Hammonds pediu desculpas à empresa em uma mensagem de e-mail enviada na manhã de terça-feira. “Era tudo falso e quero que todos saibam diss”, ela escreveu. “Lamento muito”.
Pela noite da quarta-feira, o vídeo havia sido removido do YouTube, porque Hammonds fez uma alegação de direito autoral. Nem ela nem Setzer estavam disponíveis para comentar na noite de quarta-feira, segundo Gary Lafone, chefe da polícia de Conver.
Quando a empresa descobriu sobre o vídeo, na terça-feira, diz McIntyre, os executivos decidiram que não responderiam de forma agressiva, na esperança de que a controvérsia se aquietasse. “O que não percebemos foi o efeito de crescimento perpétuo das sensações na comunicação viral”, ele disse.
Nas mídias sociais, “quando você acha que algo não vai se espalhar é que a coisa cresce”, diz Scott Hoffman, vice-presidente de marketing da Lotame, uma empresa de marketing em redes sociais. “Nós percebemos o fato quando muitos dos comentários e perguntas no Twitter passaram a girar em torno do que a Domino’s faria a respeito”, disse McIntyre. “Bem, estávamos agindo e nos comunicando, mas isso não estava sendo coberto pelo Twitter”.
Na tarde de quarta-feira, a Domino’s havia criado uma conta no Twitter, no endereço @dpzinfo, a fim de responder aos comentários, e seu presidente-executivo gravou um vídeo postado no YouTube naquela noite.
“A situação cresceu a ponto de uma simples resposta já não parecer suficiente”, disse McIntyre.
Tradução: Paulo Migliacci ME.
Fonte: Invertia
Toda crise tem sete fases.
Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.
Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar “que esta crise é igual ou pior que a de 1929”, como vários já falaram, ou escrever no jornal “as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil”, como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.
Não, a crise ainda não chegou no Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco mas não o seu emprego.
Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até 1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.
Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.
Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua poupança e prevendo o pior. Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97% possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.
Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos, o que aconteceu agora na Europa.
A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier, especialmente se for notícia ruim.
Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco.
Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.
Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na “alta”.
Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas felizmente foi uma lei que “não pegou”. Problema a menos.
Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos americanos.
O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.
Nosso Banco Central, adotou o que venho alertando há anos a países e famílias - a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$ 200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa.
Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.
Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro (Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho defendendo.
Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado.
Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.
Instituição fica em 1º lugar na divulgação da primeira pesquisa do Ibope Nielsen Online; é a primeira vez que a empresa reúne informações para formatar um panorama geral dos investimentos publicitários no meio
Jonas Furtado
13/03/2009 - 12:39
O Bradesco é o maior anunciante online do país. Em 2008, o banco investiu R$ 221.628.000 em mídia digital. O montante representa 13,9% do valor total investido no meio. É mais do que o dobro da verba utilizada no mesmo período pelo segundo colocado na lista, o Itaú, que investiu R$ 100.862.000 (6,3% do total). Com os dois primeiros colocados da lista, o mercado financeiro e de seguros ficou disparado na liderança dos que mais direcionam suas verbas para a internet. Ao todo, empresas desses setores investiram R$ 464.150.000 em mídia online - aproximadamente 10% do bolo de seus investimentos em publicidade foram destinados para internet.
Os números foram as grandes revelações do ranking dos principais investidores em internet realizado no Brasil pelo Ibope Nielsen Online (novo nome do Ibope/ NetRatings). É a primeira vez que o instituto de pesquisas reúne informações para formatar um panorama geral dos investimentos publicitários no meio, que passa a ter seus dados incluídos na sua já consagrada ferramenta de análise, o Monitor Evolution. Os dados começaram a ser apurados em janeiro de 2008, criando uma base de comparação para os últimos 12 meses.
O setor automotivo vem logo atrás dos bancos entre os que mais investiram em mídia digital. Ao todo, foram R$ 256.880.000. Ford (3°), Fiat (5°) e Volkswagem (9°) figuram entre os principais anunciantes da internet. Surpreendeu a sexta posição da Unilever Brasil no ranking. Única empresa do setor de higiene pessoal e beleza entre as dez primeiras, a companhia dedicou verbas de R$ 54.263.000 em anúncios online. Samsung (4°), Coca-Cola (7°), Sky Brasil (8°) e Brasil Telecom (10°) fecham a lista das Top 10.
Levando-se em conta o total de investimentos publicitários, a internet ficou com 2,7% das verbas, cerca de R$ 1,594 bilhão do bolo de R$ 59, 727 bilhões. O resultado difere do averiguado pelo projeto Inter-Meios, coordenado pelo Grupo M&M, que apontou na internet com um share de 3,54% do blo publicitário e um movimento total de R$ 760 milhões em 2008.
A divergência deve-se às diferenças de metodologias aplicadas por cada instituto: o Projeto Inter-Meios mede os investimentos feitos em midia a partir de dados fornecidos pelos próprios veículos à PriceWaterhouseCooper, enquanto que o Ibope tem como referência a tabela de preços bruta, sem levar em conta os descontos anunciados.
Fonte: meio&mensagem
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