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A verba publicitária destinada à internet cresceu 45% no primeiro semestre de 2008, atingiu 321 milhões de reais e superou a TV por assinatura, segundo dados do projeto Inter-Meios.
Com o resultado, a internet ultrapassou pela primeira vez a faixa dos 3% do investimento publicitário no Brasil. Para ser exato: 3,36%, 0,10% a mais do que a TV por assinatura.
Entre as mÃdias analisadas, a internet é a que teve a maior taxa de crescimento, seguida de rádio (27%) e TV por assinatura (25,5%). A TV aberta teve expansão de 14,8%, jornais, 19,8% e revista, 18,3%.
No semestre, a verba publicitária geral cresceu 16,3%, atingindo o montante de 10,6 bilhões de reais. A televisão ficou com a maior parte deste dinheiro, 58,53%, seguido de jornal (17,31%), revista (7,97%) e rádio (4,34%).
Os dados do projeto Inter-Meios contam com informações parciais das receitas de links patrocinados do Google e do Yahoo. Ambos não revelam seus faturamentos e o que é contabilizado no Projeto Inter-Meios vem dos números divulgados pelos portais de internet.
A estimativa do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil) é que a internet chegue a 3,5% do investimento publicitário em 2008.
Segundo pesquisa do Datafolha, encomendada pela F/Nazca, 59 milhões de pessoas acessam a internet no Brasil. Diante disso, a participação da internet não é pequena? Participe da discussão.
Fonte: Idéia 2.0
Creio que finalmente existe um consenso sobre o numero de usuários de Internet. Mesmo assim continuo achando o numero inflacionado. Não serão 39 milhões de e-mails?
Segue nota do Blue Bus.
Brasileiros com acesso a internet somam 39 milhoes, diz Ibope 12:44 Brasileiros com mais de 15 anos, que acessam a internet de qualquer ambiente (casa, trabalho, escola, cybercafés, bibliotecas etc) somam 39 milhoes, segundo relatorio do Ibope NetRatings. O numero refere o 3o trimestre do ano e é recorde. Representa aumento de 21% em relaçao ao mesmo periodo de 2006. 04/12 Blue Bus Considerando apenas as pessoas com acesso residencial, o numero de internautas brasileiros chega a 30,1 milhoes, em outubro, 43,7% de aumento em relaçao ao mesmo mês do ano passado. Já o numero de usuarios residenciais ativos, que efetivamente usaram a internet no periodo, ficou em 20 milhoes, ligeira queda de 1% na comparaçao com setembro. 04/12 Blue Bus Ainda de acordo com o Ibope, o Brasil continua a registrar o maior tempo medio de navegaçao por usuario entre os 10 medidos pela NetRatings - foram 23 horas e 12 minutos em outubro. Outras sobre numeros da internet leia aqui. 04/12 Blue Bus
Aleksandar Mandic - Internet: como é e como será
Aleksandar Mandic é um dos fundadores da Internet brasileira, mercado no qual entrou ainda no final da década de 80. O empresário é atualmente dono do provedor de e-mails Mandic, mas já participou da fundação de empresas como o iG – Internet Group. No decorrer da história, estas e outras passagens pelo mundo web transformaram o executivo em case de estudo para a Harvad Bussines School, que retratou sem empreendedorismo no mundo digital. Na Entrevista da Semana do Baguete Diário, Mandic fala sobre o mercado brasileiro de Internet, as oportunidades bem e mal aproveitadas deste nicho, e avalia o paÃs em relação ao resto do mundo. Onde acertamos? Onde erramos? Que caminhos seguir para crescer na web? Estas e outras perguntas ele responde a seguir. Confira!
Quais as próximas tendências do mercado de Internet?
Aleksandar Mandic: Mobilidade e convergência. Tudo virá para a mão. Ninguém mais precisará carregar gigas e teras de dados em notebooks pesados, pois as redes funcionarão como o disco rÃgido do usuário, armazenando os dados para que ele os acesse em plataformas móveis. O hardware vai diminuir cada vez mais e a web agregará cada vez mais serviços, funções. Os computadores também ficarão menores, pois o foco não estará em grandes processadores, mas sim em memória.
Como o senhor avalia o aproveitamento brasileiro dos negócios na Internet?
Aleksandar Mandic: No Brasil, os negócios na web aparecem. Você pode comprar passagens de avião, pagar contas, conferir a previsão do tempo, entre outras coisas, tudo online. Porém, o desenvolvimento maior do paÃs não se dá na área de Internet, mas na de tecnologia em si, como em automação bancária, em urnas eletrônicas. O que se pode dizer é que nosso paÃs não investe muito em tecnologia, e isso porque não pode: somos uma pequena China, com mão-de-obra abundante, mas não especializada. É muita população, muita gente para alimentar, educar, dar saúde e habitação. Isso é prioridade do governo, então fica difÃcil destinar muitos aportes à TI.
Como o senhor avalia a web brasileira em relação à Europa e Estados Unidos?
Aleksandar Mandic: O Brasil ocupa bem a web, aproveita bem suas oportunidades. Porém, falta cultura neste segmento, especialmente no e-commerce. Temos vários sites de venda, mas é preciso melhorar os preços, que ainda são altos; as condições de segurança dos portais, o atendimento e as vitrines de produtos e serviços.
Quais serão os principais desafios da Internet brasileira nos próximos anos?
Aleksandar Mandic: Infra-estrutura. Teremos cada vez menos hardware, e com isso precisaremos de mais acesso, mais velocidade. Terá de haver investimentos especialmente na expansão da estrutura de links, até para barateamento dos serviços. Hoje, a Europa já tem 3G disseminado e fala-se em 4G, quando no Brasil o primeiro ainda nem começou a andar direito. Tudo aqui é muito caro por falta de infra-estrutura, e este é um dos principais desafios a serem vencidos pelo setor de tecnologia do paÃs.
Um estudo da Nemertes Research afirma que o uso corporativo e doméstico da internet pode esgotar a capacidade mundial de infra-estrutura, chegando a uma situação de parada por sobrecarga até 2010. Para evitar isso, seriam necessários investimentos de pelo menos US$ 137 bilhões. O que o senhor acha desta previsão?
Aleksandar Mandic: Acredito em sobrecarga de alguns serviços, com paradas momentâneas, indisponibilidades. Há serviços que, se tiver banda, usaremos. Se não tiver, não usaremos até que torne a ter. Quanto a uma parada total da web, não creio. Até porque nunca vi uma previsão que desse 100% certo.
O Google é uma das empresas da Internet que mais investe na expansão do portfólio de serviços. Esta é a tendência para crescer neste mercado?
Aleksandar Mandic: O Google está no caminho certo: vários serviços, várias possibilidades, presença em vários locais, a empresa se tornando o HD do usuário, que passa a ter cada vez mais serviços disponÃveis em uma única plataforma. Porém, para conseguir isso é preciso investir muito em Pesquisa e Desenvolvimento, coisa que o Google faz bem. É um bom exemplo para o mercado.
Sua atuação na Internet fez história. Conte um pouco sobre como começou.
Aleksandar Mandic: Por volta de 1989, um amigo trabalhava no Unibanco-SP. Com ele, dei os primeiros passos do hoje provedor de e-mails Mandic. Nossa BBS ficava embaixo de uma escada do banco e era difÃcil conseguir linha telefônica, que na época era muito cara. Mas esse sócio tinha know how na tecnologia e indicou um link estrangeiro que passamos a usar, abandonando a linha discada. Em 1998, vendi o Mandic para o Impsat e me tornei sócio-fundador do iG. Em 2002, retomei a marca Mandic, que caminhou para o provedor que é hoje.
Hoje estávamos num almoço de negócios com um dos principais executivos da empresa que vive em Miami, conversavamos sobre os limões que teremos que espremer no próximo ano segundo o planejamento da empresa, quando surgiu a seguinte pergunta:
Quantos usuários de Internet temos no Brasil?
Imediatamente um dos executivos da mesa respondeu que somos 50 milhões de internautas.
Assustei-me com o numero, pois recentemente tinha a informação que o numero já debatido como exagerado era de 33 milhões de internautas, segundo o IBOPE, mas não contestei, pois quem fez esta afirmação foi um profissional de valor.
De qualquer forma este numero ficou martelando em minha cabeça o resto do dia e ao chegar em casa, acabo de encontrar a seguinte informação no site do ministério da cultura:
Circulando no mercado desde o inÃcio da semana, a pesquisa Datafolha encomendada pela F/Nazca que concluiu que 49 milhões de brasileiros usam a internet (divergindo dos 33,1 milhões do IBOPE/Nielsen) ganhou hoje uma defesa bastante clara no BlueBus do diretor de planejamento da F/Nazca, Fernand Alphen.
Segue copy+paste dos comentários do Fernand:Blue Bus
“Para complementar ou responder à colocação feita pelo Ibope Inteligência, eu gostaria de esclarecer alguns detalhes sobre a metodologia - A pesquisa do Datafolha foi feita em março de 2007; foram 2,166 entrevistas com a população brasileira com 16 anos ou mais; o perfil da amostra levou em conta a distribuição geográfica da população brasileira (39% capital + Região metropolitana e 61% interior); a amostra é representativa da população adulta do paÃs, seguindo sua distribuição por sexo, faixa etária, escolaridade e classe social (segundo o IBGE); as entrevistas foram feitas em 120 municÃpios, em todos os Estados da Federação; a margem de erro da pesquisa é de 2% para mais ou para menosâ€.
“Eu queria também acrescentar que esta pesquisa não invalida ou diminui a importância das demais, inclusive do Ibope. Aparentemente a diferença entre os números pode ser atribuÃda ao formato das entrevistas - a do Ibope é feita com pessoas possuidoras de telefone fixo em casa. No paÃs, a penetração de telefone fixo é de apenas 54% segundo a Teleco IBGEâ€.
“É possÃvel também inferir que o número apontado por essa pesquisa (do Datafolha) ainda é menor do que o real se pudéssemos levar em consideração a população menor de 16 anos que também utiliza a internetâ€.“Gostaria finalmente de chamar a atenção para dois dados adicionais da pesquisa que me parecem muito relevantes - a maior parte da população acessa de outro lugar além da casa ou do trabalho (19% em casa, 16% na casa de parentes ou amigos, 13% no trabalho e 22% em outro lugar como Lan Houses, centros e instituições de ensino, etc). Quando interrogados sobre uma eventual colaboração na internet, 42% da população que acessa já contribuÃram com algum conteúdo de autorâ€.
Afinal? Qual o numero real de usuários de internet temos no Brasil? Esta “pequena†diferença interfere no planejamento estratégico, no planejamento de mÃdia e no planejamento comercial de qualquer empresa que utiliza a internet como ferramenta de trabalho, ou seja, 99,99 %.
Pesquisa da F Nazca Datafolha Fernand Alphen detalha padrao utilizado 15:15 Fernand Alphen, diretor de planejamento da F Nazca, comenta detalhes da pesquisa do Datafolha sobre brasileiros com acesso a internet, assunto de notas no Blue Bus esta manha. Veja abaixo o que ele diz. 01/08
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Tomando um café com Caio, fundador do HPG e um dos gênios do mercado digital sob meu ponto de vista, ele comentou sobre sua preocupação a respeito do crescimento desordenado da internet, e da falta de conteúdo qualificado e verticalizado para a massa C e D que cresce aceleradamente sem uma atenção especial do mercado.
Bom, o que mais me interessa é o tamanho desta audiência e nas ações para qualificá-la em segmentos especÃficos para atingir 49 milhões de consumidores de maneira efetiva.